Estudantes lançam campanha pelo voto aos 16 anos na Alerj


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As entidades estudantis – UBES e UEES-RJ – lançaram no dia 26 a campanha pelo voto aos 16 anos. O ato, que aconteceu no plenário da Alerj, foi presidido pelo coordenador de Juventude da Prefeitura do Rio, Igor Bruno.




Igor Bruno abriu a campanha Se Liga 16

Segundo Igor, “essa campanha é muito importante para conscientizar a juventude do seu papel transformador na sociedade. Os jovens precisam compreender que o voto é um instrumento importante de participação política”.

Para a presidente da União Estadual dos Estudantes Secundaristas (UEES-RJ), Gabriela Venâncio, “a entidade acertou em lançar essa campanha. Existem muitos secundaristas em idade para votar e que ainda não fizeram o título por preguiça ou falta de informação. Através de debates, a UEES vai mostrar que os jovens eleitores são fundamentais para renovação da política e aprovação das nossas reivindicações”.

“A UJS entende que a participação juvenil nas eleições é fundamental para o avanço da democracia no nosso país. Incentivar a participação política e conscientizar a juventude de que votar é antes de qualquer coisa uma atitude cidadã. Esses são os nossos objetivos. Esperamos que este ano muitos jovens retirem o título e que muitos jovens se candidatem”, declarou a presidente da UJS-RJ, Monique Lemos.

As entidades secundaristas levarão a campanha pelas escolas, onde cada estudante poderá utilizar o laboratório de informática para solicitar o título eleitoral pela internet, a grande novidade desta eleição. Basta acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral (
www.tse.gov.br) e clicar em Título NET, depois buscar no cartório da cidade.

O lançamento também contou com o apoio da OAB-Jovem do Rio de Janeiro, representado por Rafael Rihan (Kaká), e pela Alerj.

UJS-RJ comemora grande participação na jornada de lutas


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Mais de seis mil estudantes foram às ruas do Rio de Janeiro para exigir 50% do fundo do pré-sal para educação, em defesa da meia-passagem universitária e contra as restrições do passe-livre secundarista. O ato foi organizado pela UNE, UEE, UEES-RJ, AMES-Rio e ANPG, entidades com jovens da UJS à frente.

Para Monique Lemos, presidente da União da Juventude Socialista do Rio de Janeiro (UJS-RJ), a manifestação foi uma grande vitória para os jovens da UJS, que tiveram grandes e importantes atividades neste mês de março (Passeata das Mulheres, Passeata pelos Royalties, Jornada de Lutas, Se Liga 16), conseguindo êxito em todas elas. “Essas ações demonstraram uma grande força, coerência e compromisso da UJS-RJ com as transformações do nosso estado e do país”, Monique.

Passeata

A meia-passagem para universitários é um Projeto de Lei enviado à Câmara Legislativa do Rio por iniciativa da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) e uma promessa de campanha do atual prefeito, Eduardo Paes. Segundo Flávia Calé, presidente da UEE-RJ, “acreditamos que conquistaremos esse direito, com a mobilização de milhares de estudantes nas ruas!”. Ela comenta estar também em jogo o debate sobre as restrições do passe-livre secundarista e a implementação da “coleira-eletrônica” nas escolas, que tem trazido muitos transtornos para os alunos.

Durante a passeata, no dia 23, os estudantes pararam a Avenida Rio Branco por dois momentos. A primeira vez foi na saída da passeata, que partiu por volta das 12h da Candelária. O segundo ponto foi em frente à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Os estudantes se deitaram em frente à secretaria.

O presidente da UNE, Augusto Chagas, acredita que as pautas nacional e local estiveram bem cadenciadas no ato do Rio de Janeiro: "a passeata conseguiu, de maneira positiva, pautar bandeiras nacionais e locais".

A presidente da UEE-RJ não deixa dúvidas quanto ao compromisso dos estudantes com a bandeira do pré-sal, especialmente neste momento em que tentam retirar do estado do Rio os recursos dos royalties: “estaremos nas ruas para defender a qualidade e o acesso à educação por meio dessas bandeiras, que mexem com nosso dia-a-dia no Rio de Janeiro”.

Em defesa da meia-entrada!


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Na última semana a mídia veiculou a prisão de uma quadrilha envolvida com a falsificação de carteiras estudantis no Rio de Janeiro. As entidades credenciadas do movimento estudantil se sentiram aliviadas, por terem sido tiradas de circulação pessoas que não têm nenhum compromisso a não ser lucrar com um benefício conseguido a muito custo pelos estudantes do Brasil.

É importante separar o joio do trigo. A União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) bem como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) são entidades históricas, reconhecidas por defenderem as liberdades democráticas em nosso país e os direitos dos estudantes.

Seus representantes são eleitos a cada dois anos em grandes e representativos congressos estudantis, como foi a UNE em julho de 2009, no qual mais de 2 milhões de estudantes votaram em urnas as opiniões que defendemos neste mandato. Os estudantes elegeram também, no Congresso da UEE-RJ em 2009, sua nova diretoria, cuja bandeira principal do mandato, além de defender os interesses dos estudantes, tem sido a luta pela implementação da meia passagem para universitários da rede pública e privada.

Essas supostas entidades cujos representantes foram presos não passam de empresas cartoriais, cuja existência só serve a interesses privados.

Cabe um breve resgate da importância da meia-entrada para os estudantes brasileiros. Essa luta vem da década de 40 e foi conquistada nas ruas. Partimos do pressuposto de que a formação da juventude se dá em grande medida na escola, mas também a partir da vivência de outros espaços. Nossa formação crítica e solidária depende do acesso à cultura geral e da diversidade cultural do nosso povo. Depende do acesso ao esporte, entendido como espaço de vivência coletiva, de trabalho de equipe, do vigor físico e mental tão necessário a uma vida equilibrada e sadia. Depende da ida à biblioteca, museus, parques, shows e cinemas. Foi em nome dessa complementação acadêmica que conquistamos o direito à meia-entrada.

Desde a Medida Provisória 2.208/01, assinada por Fernando Henrique Cardoso, as carteiras passaram a ser emitidas por qualquer instituição educacional, cursinhos e entidades estudantis que não necessariamente tenham vínculo com o próprio movimento, levando a uma corrida da criação dessas empresas cartoriais. Tal medida foi um ataque ao movimento estudantil e uma revogação, na prática, do direito historicamente conquistado, já que a medida abriu brecha para a falsificação e descontrole sobre a emissão.

O setor da indústria cultural reagiu a essa desregulamentação com o aumento abusivo dos ingressos, onde a meia, na verdade, vale inteira.

Para reverter essa situação e reconquistar nosso direito, defendemos a votação do projeto de lei da meia-entrada que está tramitando na Câmara. Trata-se de regulamentar a confecção, emissão e distribuição da carteira, que deverá ser feita pela rede do movimento estudantil. Para a meia-entrada voltar a existir efetivamente, são precisos mecanismos de controle social e fiscalização do poder público, questões contidas nesse projeto.

O PL da Meia-Entrada trata também de cotas de 40% para estudantes em qualquer atividade cultural, cinemas e shows. A UEE-RJ é contra as cotas, que são uma restrição ao direito histórico. Acreditamos que o problema do excesso de meias, hoje, se resolverá quando inibirmos as falsificações. Somos contra qualquer fraude que prejudique os estudantes, e exigimos a punição dos infratores.

Um direito conquistado nos bancos das salas de aula e no calor das ruas não pode ser ameaçado nem cerceado. Queremos nosso direito por inteiro.

Flávia Calé é estudante de história e presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ).

Artigo publicado em 18 de março de 2010 nas versões impressa e online do Jornal do Brasil.

por Flávia Calé

Menos Estado, mais ONGs


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Alguém cunhou a expressão “neoliberalismo sustentável” para caracterizar o núcleo do programa de governo de Marina da Silva, candidata do Partido Verde à presidência da República.

Essa variante neoliberal coloca a defesa absoluta do meio ambiente, conhecido como visão santuarista, no topo da agenda política, subordinando, com isso, todos os outros interesses do estado e da sociedade.

Nessa linha, trabalha-se com a consigna de MENOS ESTADO E MAIS ONGs, verdadeiro mantra dos verdes tupiniquins. É o velho conservadorismo encoberto pelo manto verde do ambientalismo. Embora não assumam, a expressão se encaixa bem nas propostas do PV.

Quem quiser que faça como o peixe, que vê a isca e não enxerga o anzol, como diz um amigo nosso.

Fonte: Blog do Nivaldo Santana - http://www.vermelho.org.br/blogs/nivaldosantana/

Caso Bancoop: Ministério Público desmente reportagem da Veja


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A casa caiu! O jargão conhecido das rodas policiais deve estar sendo entoado neste momento no suntuoso prédio da editora Abril, em São Paulo, onde a revista Veja é produzida. Mas a expressão -- ao contrário do que costuma acontecer naquela redação -- não é dirigida a nenhum petista ou integrante do governo e sim à própria revista. Informações oficiais fornecidas hoje pelo Ministério Público Federal deixam claro que a revista mentiu aos seus leitores sobre o caso Bancoop.

Na edição do último final de semana, a revista foi categórica ao afirmar que o doleiro Lúcio Bolonha Funaro fez acusações incriminadoras contra o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a quem a revista acusa de estar envolvido em casos de desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop).

Veja abaixo um dos trechos da reportagem da
Veja:

"A revelação do elo de João Vaccari com o escândalo que produziu um terremoto no governo federal está em uma série de depoimentos prestados pelo corretor Lúcio Bolonha Funaro, considerado um dos maiores especialistas em cometer fraudes financeiras do país. Em 2005, na iminência de ser denunciado como um dos réus do processo do mensalão, Funaro fez um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Em troca de perdão judicial para seus crimes, o corretor entregou aos investigadores nomes, valores, datas e documentos bancários que incriminam, em especial, o deputado paulista Valdemar Costa Neto, do PR, réu no STF por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Em um dos depoimentos, ao qual VEJA teve acesso, Lúcio Funaro também forneceu detalhes inéditos e devastadores da maneira como os petistas canalizavam dinheiro para o caixa clandestino do PT. Apresentou, inclusive, o nome do que pode vir a ser o 41º réu do processo que apura o mensalão - o tesoureiro João Vaccari Neto. "Ele (Vaccari) cobra 12% de comissão para o partido", disse o corretor em um relato gravado pelos procuradores. Em cinco depoimentos ao Ministério Público Federal que se seguiram, Funaro forneceu outras informações comprometedoras sobre o trabalho do tesoureiro encarregado de cuidar das finanças do PT."


Segundo o próprio Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP),
é tudo mentira. O MPF informou nesta sexta-feira, em nota oficial, que o material que recebeu da Procuradoria-Geral da República (PGR) e que embasou a denúncia contra o doleiro Lúcio Bolonha Funaro por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro não faz nenhuma menção a João Vaccari Neto. O depoimento foi colhido em 2008 como parte do processo do mensalão.

Em nota, a procuradora Anamara Osório Silva, autora da denúncia oferecida em junho de 2008 e que levou à ação penal que tramita na Justiça contra Funaro e seu sócio, José Carlos Batista, esclareceu também que não pode confirmar se o depoimento concedido por Funaro em Brasília se deu por delação premiada.

"Tanto na documentação remetida pela PGR a São Paulo, que embasou a denúncia, quanto na própria acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP, é necessário esclarecer, não há nenhuma menção ao ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto", afirma o texto. "O MPF em São Paulo não pode confirmar se o depoimento de Funaro, concedido em Brasília, se deu sob o instituto da 'delação premiada'."

De acordo com a Procuradoria, os depoimentos de Funaro dão conta de que ele e Batista se utilizaram da empresa da Garanhuns Empreendimentos para dissimular a transferência de R$ 6,5 milhões da agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, ao antigo Partido Liberal (PL). "São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010", diz a nota.

De acordo com a PGR, o material referente aos depoimentos de Funaro foi encaminhado ao MPF-SP pelo então procurador geral da República Antonio Fernando de Souza.

"Essa é mais uma prova de que
Veja mentiu novamente. O objetivo da revista é provocar uma guerra eleitoral visando desgatar o PT e assim prejudicar a campanha da companheira Dilma à Presidência da República", afirmou Francisco Campos, dirigente nacional do PT.

Dilma: mais um gope da oposição

Ainda nesta sexta-feira, a ministra-chefe Dilma Rousseff disse, em relação ao caso Bancoop , que a oposição está buscando ressuscitar a crise política vivida pelo governo federal em 2005 com o escândalo do mensalão a fim de influenciar o processo eleitoral deste ano, mas não será bem-sucedida.

"O pessoal está tentando, vamos dizer, trazer 2005 para a eleição de 2010, mas não acho que isso seja eficaz" disse Dilma a jornalistas antes de entrar para a reunião do Conselho de Administração da Petrobras.

FHC e Folha querem Lula ajoelhado aos EUA‏


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"Paulo Henrique Amorim: FHC e Folha querem Lula ajoelhado aos EUA

Mas, quem sabe, (Joaquim) Nabuco não estivesse delineando (os tucanos gostam de gerúndio – PHA) naquela época (sic) para o Brasil uma relação mais estreita com os Estados Unidos, que desse espaço para o país (qual?) se afirmar mais (sic) em sua área de influência naquela época (sic), exercendo (olha o gerúndio tucano – PHA) uma ação de moderação (sic) na América Latina.”

Esse texto lapidar, escorreito, claro, inequívoco é trecho de palestra que o Farol de Alexandria (Fernando Henrique Cardoso) pronunciou na Academia Brasileira de Letras e se encontra mumificado num pé de página da Folha (*) da província de São Paulo, na página A12.

Quando o 'New York Times NewService' não renovou contrato de colaboração com o Farol de Alexandria, um jornalista americano que participou do desenlace me explicou que o principal problema do Farol é que o texto dele é “bloated” – inchado, empanturrado, gorduroso.

Mas, não é esse o problema.

O problema é o conteúdo.

O que o Farol quis dizer, se soubesse falar, foi o seguinte:

Política externa boa era a minha, de alinhamento automático com os Estados Unidos (do Clinton, que me re-elegeu).

Essa história de ter uma “ação de moderação (sic)” na América Latina é muito interessante.

Quem modera na Colômbia?

Quem modera no Panamá?

Quem modera na base militar americana no Paraguai?

Foi ele, o “moderador”, que moderou essa “ação moderadora” dos Estados Unidos na América Latina?

O que o Farol não tolera é a projeção internacional do Brasil, no governo Lula.

Nem ele nem os chanceleres do Serra: Lampreia, Barbosa, Lafer, Otavinho, etc .

Agora, por exemplo, segundo a capa do Estadão da província de S. P., Israel pediu para Celso Amorim ir à Síria conversar sobre o Irã.

O Farol morre de inveja.

E cuidado: o texto dele tem alto teor de colesterol.

Em tempo: na mesma reportagem da Folha (*), FHC sugere que o PSDB comece a campanha mesmo sem candidato. Interessante. O PSDB quer escolher o vice antes do candidato. E agora fazer campanha SEM candidato. Eles são uns gênios.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores."

FONTE: escrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, postado no seu portal "Conversa Afiada" e publicado hoje (19/03) no portal "Vermelho".

Cuba: População de Havana barra “Damas de Blanco”


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A mídia cavou mais uma pirotecnia da indústria da “dissidência” em Cuba com a suposta prisão das “Damas de Blanco” por pertubar a ordem pública.

O grupo é formado por parentes dos criminosos que cumprem algum tipo de pena no país por delitos comuns e que foram transformados em “presos políticos”.

As mercenárias estariam em uma passeata em Havana e foram hostilizadas pela população, que não tolera suas práticas abusivas.

Elas forçam situações para serem presas — ação da polícia para evitar confronto com o povo. Em seguida são liberadas.

As “Damas de Blanco” são um grupo abertamente aliado do regime norte-americano.

O grupo é especialista em fazer teatro para ser explorado pela mídia, que sempre dilvulga suas atividades de forma unilateral e censurada.

As “Damas de Blanco”, conhecidas assim por se vestiram de branco como “símbolo de paz”, têm relações carnais com a direita mais empedernida norte-americana.

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Laura Bush, participa ativamente de suas atividas, enviando mensagens ao grupo por meio de videoconferências. Em uma delas, destacou a “coragem e a determinação” dos “dissidentes”.

“Essas mulheres mostram uma coragem e uma determinação que é profundamente comovente”, disse a ex-primeira-dama em comunicado, no qual ressaltou que “suas histórias lembram que uma ditadura não pode acabar com o espírito de liberdade”.

Em uma das videoconferências ela convidou o ex-secretário de Comércio norte-americano, Carlos Gutiérrez, que tem origem cubana.

“Os Estados Unidos continuam mostrando os abusos cometidos pelo regime de Fidel Castro, que encarcerou maridos, filhos e irmãos das ‘Damas de Blanco’, assim como outros cubanos que tentaram exercer seus direitos fundamentais”, disse Laura Bush.

Não faz tempo, a congressista republicana norte-americana Ileana Ross-Lehtinen ligou para as “Damas de Blanco”.

Elevadas ao status de símbolo da luta pela “liberdade”, elas gozam de grande exposição midiática — mas em Cuba suscitam indiferença e repúdio.

Para dotar-se de certa legitimidade e ocultar as razões que conduziram seus familiares à prisão, as “Damas de Blanco” utilizam o mesmo símbolo da luta das Madres de la Plaza de Mayo, na Argentina.

Consultada, Hebe de Bonafini, presidente da associação Madres de la Plaza de Mayo, universalmente reconhecida e respeitada por sua incansável luta contra as injustiças, denunciou a relação falaciosa entre as duas organizações.

“Primeiro, deixe-me dizer-lhe que a Plaza de Mayo está na Argentina e em nenhum outro lugar. Nosso lenço branco simboliza a vida, enquanto que essas mulheres das quais vocês me falam representam a morte. Esta é a diferença mais importante e mais substancial que devemos assinalar aos jornalistas. Não vamos aceitar que nos comparem ou utilizem nossos símbolos para pisotear-nos. Estamos em total desacordo com elas”, afirmou.

“Essas mulheres defendem o terrorismo dos Estados Unidos. Defendem o primeiro país terrorista do mundo, o que tem mais sangue nas mãos, o que lança mais bombas, o que invade mais países, o que impõe as sanções econômicas mais duras aos demais. Estamos falando da nação que é responsável pelos crimes de Hiroshima e Nagasaki”, enfatizou.

“Essas mulheres não percebem que a luta das Madres de la Plaza de Mayo simboliza o amor por nossos filhos desaparecidos, assassinados pelos tiranos impostos pelos Estados Unidos. Nosso combate representa a revolução, a que nossos filos e filhas quiseram fazer. Sua luta é diferente, pois elas defendem a política subversiva dos Estados Unidos, que somente contém opressão, repressão e morte”, afirmou.



Cuba: Organização mafiosa Repórteres Sem Fronteiras (RSF) envia carta a Lula

A mafiosa organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na qual pede que ele atue como mediador com as autoridades cubanas para conseguir a libertação de todos os mercenários na ilha caribenha.

A carta foi assinada pelo secretário-geral da RSF, Jean-François Julliard.

A organização mafiosa tem vários “correspondentes” em Cuba. Eles chegaram a fundar a “Sociedade de Jornalistas Manuel Márquez Sterling”, dedicada à formação de jornalistas “independentes”.

Uma de suas publicações, a revista De Cuba, fez intensa campanha do chamado “projeto Varela”, que reivindicou uma “abertura democrática do regime”.

O povo reagiu e o resultado foi a mudança na Constituição, por uma emenda popular, que torna a natureza socialista do país em cláusula irregogável. Ou seja: para derrotar a revolução, só por meio de um golpe de Estado ou uma invasão do país.

Os “jornalistas independentes” são um movimento organizado pelo então chefe da seção de interesses dos Estados Unidos em Cuba, James Cason.

Em março de 2003, a Agência France Press (AFP) anunciou que cerca de 30 jornalistas participaram de um evento organizado pela “Assembléia para a Promoção da Sociedade Civil” na residência de Cason.

“Um grupo de cidadãos particulares pediu ajuda para discutir questões importantes para todas as sociedades livres e democráticas — meios de comunicação social independentes e profissionais”, disse um diplomata da seção norte-americana.

“O senhor Cason respondeu que sim, como fazem os chefes de missão dos Estados Unidos em todo o mundo, para apoiar este tipo de iniciativa importante e proporcionar uma oportunidade para que isso seja realizado”, acrescentou.

Além da “Sociedade de Jornalistas Manuel Márquez Sterling”, participaram do seminário a “Federação Cubana de Jornalistas” e a “Federação dos Jornalistas Independentes Associates”, segundo a AFP.

Ainda segundo a AFP, “os participantes foram divididos em subcomissões que abordaram temas como a fotografia, a relação entre jornalistas e editores, entrevistas, o conflito de interesses e de linguagem jornalística”.

Ao final do evento, os jornalistas “independentes” emitiram uma declaração condenando “a repressão das liberdades de expressão e de informação”, e chamou a atenção para “a censura existente em Cuba.”

O então chanceler cubano Felipe Pérez Roque, em uma entrevista coletiva aos correspondentes estrangeiros no país, explicou, na ocasião, o que estava acontecendo.

Ele disse que Cason estava desafiando as instituições jurídicas cubanas e que a missão norte-americana deveria se ater ao papel de “todas as representações diplomáticas em seu trabalho no nosso país”.

Pérez Roque mostrou um vídeo com uma entrevista de Cason em Miami.

Veja um trecho:

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Jornalista – (…) Com a sua nova posição como chefe da seção de interesses dos Estados Unidos em Havana (…), o senhor tem se reunido com correntes e com dissidentes cubanos em Cuba. Já se reuniu com os dirigentes dos organismos anti-Castro no exílio também?

James Cason – Sim, duas ou três vezes. Toda vez que eu venho a Miami quero reunir com todos os grupos. Com a Fundação Nacional Cubano-Americana, com o Conselho para a Liberdade de Cuba, grupos independentes e todos os grupos daqui. Porque eu quero explicar o que tenho visto em Cuba, o que está acontecendo e ouvir os seus pontos de vista sobre aquilo que estamos fazendo para ver se há algo que devemos fazer e que não estamos fazendo.

É um diálogo muito simpático e uma das minhas mensagens é que a coisa importante em Cuba é que existe uma oposição, são isolados, perseguidos, mas são persistentes e têm muita coragem. (…) Há uma transição agora, mas lá vai ser uma nova Cuba um dia. E eles têm que assumir sua parte em formar e decidir o futuro de Cuba. Então, eles têm de conquistar seu espaço, começar a discutir o que tem de ser feito de maneira diferente para mudar Cuba (…).

______

Todas essas organizações “independentes” cubanas são braços da RFS.

Com sede em Paris, ela divulga periodicamente seus relatórios sobre “prisões, assassinatos, ameaças e censuras aos meios de comunicação”.

No geral, estes documentos centram seus ataques nos governos contrários à hegemonia dos Estados Unidos.

A RSF foi fundada em 1985 pelo jornalista Robert Ménard.

Inicialmente, concentrou seus ataques aos países do bloco soviético — acusados de serem “autoritários e contrários à liberdade de imprensa”.

Mas o seu alvo predileto sempre foi a revolução cubana.

Tanto que Cuba já solicitou várias vezes sua exclusão do comitê de ONGs das Nações Unidas.

Altamiro Borges cita em coluna no Portal Vermelho que segundo o professor Salim Lamrani, doutor pela Sorbonne e autor de um elucidativo artigo no site Resistir, “Robert Ménard sofre de uma doentia obsessão contra a revolução cubana e reúne em si todos os vícios e desmandos de que o jornalismo e os jornalistas são capazes”.

Segundo denúncia, “a RSF diz ‘defender os jornalistas encarcerados e a liberdade de imprensa. Conversa! A organização, financiada pelo milionário francês François Pinault e com a benevolência do comerciante de armas Arnaud Lagardère, fez da manipulação da realidade cubana o seu principal negócio”.

Na fase recente, a RSF também passou a satanizar o presidente Hugo Chávez, diz Altamiro Borges.

Quando do frustrado golpe de abril de 2002, que teve como pivôs os principais donos da mídia venezuelana, Ménard não levantou a sua voz em defesa da “liberdade”.

Pelo contrário.

Segundo reportagem dos estadunidenses Jeb Sprague e Diana Barahona, publicada na Réseau Voltaire, a RSF incentivou a brutal campanha midiática de preparação do golpe.


Fonte: Blog O Outro Lado da Notícia - http://www.vermelho.org.br/blogs/outroladodanoticia/


História do 8 de março


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História do 8 de março


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


Objetivo da Data


Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.


Conquistas das Mulheres Brasileiras


Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.


Marcos das Conquistas das Mulheres na História

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1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

· 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

· 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

· 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

· 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

· 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

· 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

· 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

· 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças

· 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina

· 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Ceará quer sediar 7ª Bienal da UNE


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O Ceará será sede da 7ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), que se realizará em Fortaleza em janeiro de 2011. Ao menos se depender do governador do estado, Cid Gomes, que fez o anúncio nesta quinta-feira (18/02), após reunir-se com o presidente nacional da entidade, Augusto Chagas. Decisão final depende de reunião da diretoria da UNE.

Promover, incentivar e divulgar a produção cultural realizada nas escolas e universidades do Brasil será o objetivo da 7ª Bienal da UNE que, se tudo correr como o esperado, será realizada pela primeira vez no Ceará. Mais de 10 mil estudantes se reunem para a atividade a cada dois anos.

A proposta de tema é debater a forma como as expressões artísticas e manifestações culturais se desenvolvem a partir das novas tecnologias digitais para o século 21, mas tanto o tema da 7ª Bienal, como a própria definição da sede onde será realizado o evento dependem da próxima reunião da diretoria plena da entidade, marcada para os dias 6 e 7 de março.

Mas as articulações iniciadas já animaram o governador do estado: "O Ceará reúne todas as características necessárias para receber um evento como esse. Sua produção artística e seu desenvolvimento cultural estão muito ligadas também à juventude e aos espaços de escolas e universidades", afirmou Cid Gomes.

O Centro Cultural Dragão do Mar é o local proposto para ser o ponto central da 7ª Bienal, se for confirmada sua sede em Fortaleza, uma vez que conta com espaços voltados para as mais diferentes expressões artísticas. "Temos como objetivo levar a Bienal da UNE para todos os cantos do país. O Ceará entra neste momento que queremos desenvolver arte e cultura muito fortemente também no Nordeste", destacou o presidente da UNE, Augusto Chagas.

Do Rio de Janeiro, Luana Bonone, com Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado do Ceará

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