Cuba: População de Havana barra “Damas de Blanco”


A mídia cavou mais uma pirotecnia da indústria da “dissidência” em Cuba com a suposta prisão das “Damas de Blanco” por pertubar a ordem pública.

O grupo é formado por parentes dos criminosos que cumprem algum tipo de pena no país por delitos comuns e que foram transformados em “presos políticos”.

As mercenárias estariam em uma passeata em Havana e foram hostilizadas pela população, que não tolera suas práticas abusivas.

Elas forçam situações para serem presas — ação da polícia para evitar confronto com o povo. Em seguida são liberadas.

As “Damas de Blanco” são um grupo abertamente aliado do regime norte-americano.

O grupo é especialista em fazer teatro para ser explorado pela mídia, que sempre dilvulga suas atividades de forma unilateral e censurada.

As “Damas de Blanco”, conhecidas assim por se vestiram de branco como “símbolo de paz”, têm relações carnais com a direita mais empedernida norte-americana.

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Laura Bush, participa ativamente de suas atividas, enviando mensagens ao grupo por meio de videoconferências. Em uma delas, destacou a “coragem e a determinação” dos “dissidentes”.

“Essas mulheres mostram uma coragem e uma determinação que é profundamente comovente”, disse a ex-primeira-dama em comunicado, no qual ressaltou que “suas histórias lembram que uma ditadura não pode acabar com o espírito de liberdade”.

Em uma das videoconferências ela convidou o ex-secretário de Comércio norte-americano, Carlos Gutiérrez, que tem origem cubana.

“Os Estados Unidos continuam mostrando os abusos cometidos pelo regime de Fidel Castro, que encarcerou maridos, filhos e irmãos das ‘Damas de Blanco’, assim como outros cubanos que tentaram exercer seus direitos fundamentais”, disse Laura Bush.

Não faz tempo, a congressista republicana norte-americana Ileana Ross-Lehtinen ligou para as “Damas de Blanco”.

Elevadas ao status de símbolo da luta pela “liberdade”, elas gozam de grande exposição midiática — mas em Cuba suscitam indiferença e repúdio.

Para dotar-se de certa legitimidade e ocultar as razões que conduziram seus familiares à prisão, as “Damas de Blanco” utilizam o mesmo símbolo da luta das Madres de la Plaza de Mayo, na Argentina.

Consultada, Hebe de Bonafini, presidente da associação Madres de la Plaza de Mayo, universalmente reconhecida e respeitada por sua incansável luta contra as injustiças, denunciou a relação falaciosa entre as duas organizações.

“Primeiro, deixe-me dizer-lhe que a Plaza de Mayo está na Argentina e em nenhum outro lugar. Nosso lenço branco simboliza a vida, enquanto que essas mulheres das quais vocês me falam representam a morte. Esta é a diferença mais importante e mais substancial que devemos assinalar aos jornalistas. Não vamos aceitar que nos comparem ou utilizem nossos símbolos para pisotear-nos. Estamos em total desacordo com elas”, afirmou.

“Essas mulheres defendem o terrorismo dos Estados Unidos. Defendem o primeiro país terrorista do mundo, o que tem mais sangue nas mãos, o que lança mais bombas, o que invade mais países, o que impõe as sanções econômicas mais duras aos demais. Estamos falando da nação que é responsável pelos crimes de Hiroshima e Nagasaki”, enfatizou.

“Essas mulheres não percebem que a luta das Madres de la Plaza de Mayo simboliza o amor por nossos filhos desaparecidos, assassinados pelos tiranos impostos pelos Estados Unidos. Nosso combate representa a revolução, a que nossos filos e filhas quiseram fazer. Sua luta é diferente, pois elas defendem a política subversiva dos Estados Unidos, que somente contém opressão, repressão e morte”, afirmou.



Cuba: Organização mafiosa Repórteres Sem Fronteiras (RSF) envia carta a Lula

A mafiosa organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na qual pede que ele atue como mediador com as autoridades cubanas para conseguir a libertação de todos os mercenários na ilha caribenha.

A carta foi assinada pelo secretário-geral da RSF, Jean-François Julliard.

A organização mafiosa tem vários “correspondentes” em Cuba. Eles chegaram a fundar a “Sociedade de Jornalistas Manuel Márquez Sterling”, dedicada à formação de jornalistas “independentes”.

Uma de suas publicações, a revista De Cuba, fez intensa campanha do chamado “projeto Varela”, que reivindicou uma “abertura democrática do regime”.

O povo reagiu e o resultado foi a mudança na Constituição, por uma emenda popular, que torna a natureza socialista do país em cláusula irregogável. Ou seja: para derrotar a revolução, só por meio de um golpe de Estado ou uma invasão do país.

Os “jornalistas independentes” são um movimento organizado pelo então chefe da seção de interesses dos Estados Unidos em Cuba, James Cason.

Em março de 2003, a Agência France Press (AFP) anunciou que cerca de 30 jornalistas participaram de um evento organizado pela “Assembléia para a Promoção da Sociedade Civil” na residência de Cason.

“Um grupo de cidadãos particulares pediu ajuda para discutir questões importantes para todas as sociedades livres e democráticas — meios de comunicação social independentes e profissionais”, disse um diplomata da seção norte-americana.

“O senhor Cason respondeu que sim, como fazem os chefes de missão dos Estados Unidos em todo o mundo, para apoiar este tipo de iniciativa importante e proporcionar uma oportunidade para que isso seja realizado”, acrescentou.

Além da “Sociedade de Jornalistas Manuel Márquez Sterling”, participaram do seminário a “Federação Cubana de Jornalistas” e a “Federação dos Jornalistas Independentes Associates”, segundo a AFP.

Ainda segundo a AFP, “os participantes foram divididos em subcomissões que abordaram temas como a fotografia, a relação entre jornalistas e editores, entrevistas, o conflito de interesses e de linguagem jornalística”.

Ao final do evento, os jornalistas “independentes” emitiram uma declaração condenando “a repressão das liberdades de expressão e de informação”, e chamou a atenção para “a censura existente em Cuba.”

O então chanceler cubano Felipe Pérez Roque, em uma entrevista coletiva aos correspondentes estrangeiros no país, explicou, na ocasião, o que estava acontecendo.

Ele disse que Cason estava desafiando as instituições jurídicas cubanas e que a missão norte-americana deveria se ater ao papel de “todas as representações diplomáticas em seu trabalho no nosso país”.

Pérez Roque mostrou um vídeo com uma entrevista de Cason em Miami.

Veja um trecho:

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Jornalista – (…) Com a sua nova posição como chefe da seção de interesses dos Estados Unidos em Havana (…), o senhor tem se reunido com correntes e com dissidentes cubanos em Cuba. Já se reuniu com os dirigentes dos organismos anti-Castro no exílio também?

James Cason – Sim, duas ou três vezes. Toda vez que eu venho a Miami quero reunir com todos os grupos. Com a Fundação Nacional Cubano-Americana, com o Conselho para a Liberdade de Cuba, grupos independentes e todos os grupos daqui. Porque eu quero explicar o que tenho visto em Cuba, o que está acontecendo e ouvir os seus pontos de vista sobre aquilo que estamos fazendo para ver se há algo que devemos fazer e que não estamos fazendo.

É um diálogo muito simpático e uma das minhas mensagens é que a coisa importante em Cuba é que existe uma oposição, são isolados, perseguidos, mas são persistentes e têm muita coragem. (…) Há uma transição agora, mas lá vai ser uma nova Cuba um dia. E eles têm que assumir sua parte em formar e decidir o futuro de Cuba. Então, eles têm de conquistar seu espaço, começar a discutir o que tem de ser feito de maneira diferente para mudar Cuba (…).

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Todas essas organizações “independentes” cubanas são braços da RFS.

Com sede em Paris, ela divulga periodicamente seus relatórios sobre “prisões, assassinatos, ameaças e censuras aos meios de comunicação”.

No geral, estes documentos centram seus ataques nos governos contrários à hegemonia dos Estados Unidos.

A RSF foi fundada em 1985 pelo jornalista Robert Ménard.

Inicialmente, concentrou seus ataques aos países do bloco soviético — acusados de serem “autoritários e contrários à liberdade de imprensa”.

Mas o seu alvo predileto sempre foi a revolução cubana.

Tanto que Cuba já solicitou várias vezes sua exclusão do comitê de ONGs das Nações Unidas.

Altamiro Borges cita em coluna no Portal Vermelho que segundo o professor Salim Lamrani, doutor pela Sorbonne e autor de um elucidativo artigo no site Resistir, “Robert Ménard sofre de uma doentia obsessão contra a revolução cubana e reúne em si todos os vícios e desmandos de que o jornalismo e os jornalistas são capazes”.

Segundo denúncia, “a RSF diz ‘defender os jornalistas encarcerados e a liberdade de imprensa. Conversa! A organização, financiada pelo milionário francês François Pinault e com a benevolência do comerciante de armas Arnaud Lagardère, fez da manipulação da realidade cubana o seu principal negócio”.

Na fase recente, a RSF também passou a satanizar o presidente Hugo Chávez, diz Altamiro Borges.

Quando do frustrado golpe de abril de 2002, que teve como pivôs os principais donos da mídia venezuelana, Ménard não levantou a sua voz em defesa da “liberdade”.

Pelo contrário.

Segundo reportagem dos estadunidenses Jeb Sprague e Diana Barahona, publicada na Réseau Voltaire, a RSF incentivou a brutal campanha midiática de preparação do golpe.


Fonte: Blog O Outro Lado da Notícia - http://www.vermelho.org.br/blogs/outroladodanoticia/


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