"Pra cima deles!!"
PSDB dá o pontapé inicial à campanha do estelionato

Vale a pena ler o discurso de José Serra, estruturado como instrumento de propaganda e que pode ser resumido assim: prometo fazer o que não fizemos, nem quando governamos o Brasil durante oito anos, nem no estado de São Paulo que governamos faz 16. Prometo que farei, e esqueçam o que fizemos e dizemos até agora.
Por Luis Favre, em seu blog
Lembram do senador tucano ameaçando dar uma surra no presidente Lula? Lembram os que cogitavam ilegalizar o PT em 2005? Lembram o famoso “vamos acabar com essa raça”, utilizado por Bronhausem contra o PT? Pois bem, sob os aplausos entusiastas do mesmo Bornhausem, Arthur Virgílio e demos vários, Serra proclama: “Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo.”.
O mesmo que recusa qualquer negociação com os servidores. O mesmo que sistematicamente procura destruir a reputação de seus adversários, de Roseana a Marta Suplicy, passando por alguns de seus “companheiros” como Alckmin, Tasso Jereissatti e o próprio Aécio (aquele que teria batido na mulher… só para lembrar). O caro do trololó, falando em “família e união” (sic).
Após essa proclamação, Serra procede a atacar o governo Lula na questão da educação e afirma: “Estou convencido de uma coisa: bons prédios, serviços adequados de merenda, transporte escolar, atividades esportivas e culturais, tudo é muito importante e deve ser aperfeiçoado. Mas a condição fundamental é a melhora do aprendizado na sala de aula, propósito bem declarado pelo governo, mas que praticamente não saiu do papel.”
É isso. São Paulo pode mais, mesmo! O “propósito bem declarado pelo governo” estadual e municipal dos demo-tucanos, “praticamente não saiu do papel”.
Serra podia ter citado o que escreveu o jornal O Estado de S. Paulo em 5/2/2010:
“Mais de 75% dos alunos de todas as séries da rede municipal da capital (SP) tiveram desempenho abaixo do satisfatório em matemática, segundo dados da Prova São Paulo 2009, avaliação anual da prefeitura. Em língua portuguesa, os resultados foram melhores, mas em nenhuma série o número de estudantes com conhecimento satisfatório da disciplina chegou a 50%.
Na comparação com os resultados de 2008, a média dos alunos apresentou ligeira melhora em português, mas o desempenho em matemática chegou a piorar nas 4ª, 6ª, 7ª e 8ª séries.
Os estudantes dos anos mais avançados tiveram as piores notas. Na 8ª série, por exemplo, apenas 8,7% alcançaram níveis satisfatórios em matemática e 17% em português.” (OESP, 5/2/2010).
Ou ele poderia contestar o que seu jornal favorito constatou: “Maioria dos alunos que concluem ensino médio em SP têm avaliação ruim em matemática.” (Folha de S.Paulo, 26/2/2010).
Vamos repetir, esses resultados são do governo estadual de São Paulo, após 16 anos de governos tucanos, durante os quais governaram também o Brasil durante oito anos!
O mesmo procedimento e o mesmo método, quando Serra aborda a questão da criminalidade, as drogas e a violência. Passando em silêncio a cruzada de FHC em favor da liberalização da maconha, o candidato tucano afirma:
“Saúde é vida, Segurança também. Por isso, o governo federal deve assumir mais responsabilidades face à gravidade da situação. E não tirar o corpo fora porque a Constituição atribui aos governos estaduais a competência principal nessa área. Tenho visto gente criticar o Estado mínimo, o Estado omisso. Concordo. Por isso mesmo, se tem área em que o Estado não tem o direito de ser mínimo, de se omitir, é a segurança pública.”
Os homicídios aumentam no estado de São Paulo, o latrocínio também e o roubo, o furto e outras modalidades da criminalidade. O estado de São Paulo é mínimo no seus resultados, sendo a segurança de sua inteira responsabilidade e tendo criticado em permanência o trabalho do governo federal para uma política nacional de segurança. Serra poderia ter informado ao menos seus próprios resultados a plateia selecionada para aclamá-lo:
Estatísticas do governo José Serra:
Roubo
2006- 213.476
2007- 217.201
2008- 217.967
2009- 257.004
Latrocínio (roubo-morte)
2006- 26
2007- 218
2008- 267
2009- 304
Além da proposta de mudar o nome da PM e de ter trocado várias vezes de secretário estadual de Segurança, qual foi a contribuição de Serra, fora fazer que volte a subir uma taxa de homicídios que vinha declinando antes dele?
Teve também, no discurso de Serra, proclamações sobre meio ambiente, sobre verde e poluição (todos itens no qual o estado de São Paulo apresenta péssimos resultados).
Teve espaço no discurso, para posar de economista e criticar os juros ou a queda das exportações. Mas foi pouco, porque contrariamente ao que Serra vaticinou em 2008, a crise não provocou tsunami nenhum e o Brasil mostrou que tinha um comando com visão, o presidente Lula. O emprego tampouco ocupou muito espaço, porque daria muito trabalho ao tucano tentar atacar o PT nesse quesito, ou simplesmente porque não tem grande coisa a dizer. Ele mencionou os problemas de infraestrutura, mas en passant como diria Lula, porque de sua biografia tão falada, a sua passagem como ministro de Planejamento de FHC nunca aparece.
Logicamente falou de saúde e quase que insinua que criou o SUS e, de maneira alambicada para os ouvintes não perceberem o engodo, passa a ideia de ter criado os genéricos e se atribui a criação do seguro-desemprego, o que tampouco é verdadeiro.
Conclusão. Mesmo os articulistas afins — é são muitos — dificilmente poderão enxergar no discurso uma “visão estratégica” sobre o país e do caminho que devemos continuar a trilhar para consolidar o enorme trabalho realizado.
O discurso seguiu o roteiro “cantado” de apregoar o continuísmo, sem continuidade. Continuar o que dá certo e corrigir o que está errado e outras banalidades ditadas pelos marketeiros para fugir da falta de discurso da oposição. Falar do nada!
Vale a pena ler o discurso de José Serra, estruturado como instrumento de propaganda e que pode ser resumido assim: prometo fazer o que não fizemos, nem quando governamos o Brasil durante oito anos, nem no estado de São Paulo que governamos faz 16. Prometo que farei, e esqueçam o que fizemos e dizemos até agora.
Por Luis Favre, em seu blog
Lembram do senador tucano ameaçando dar uma surra no presidente Lula? Lembram os que cogitavam ilegalizar o PT em 2005? Lembram o famoso “vamos acabar com essa raça”, utilizado por Bronhausem contra o PT? Pois bem, sob os aplausos entusiastas do mesmo Bornhausem, Arthur Virgílio e demos vários, Serra proclama: “Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo.”.
O mesmo que recusa qualquer negociação com os servidores. O mesmo que sistematicamente procura destruir a reputação de seus adversários, de Roseana a Marta Suplicy, passando por alguns de seus “companheiros” como Alckmin, Tasso Jereissatti e o próprio Aécio (aquele que teria batido na mulher… só para lembrar). O caro do trololó, falando em “família e união” (sic).
Após essa proclamação, Serra procede a atacar o governo Lula na questão da educação e afirma: “Estou convencido de uma coisa: bons prédios, serviços adequados de merenda, transporte escolar, atividades esportivas e culturais, tudo é muito importante e deve ser aperfeiçoado. Mas a condição fundamental é a melhora do aprendizado na sala de aula, propósito bem declarado pelo governo, mas que praticamente não saiu do papel.”
É isso. São Paulo pode mais, mesmo! O “propósito bem declarado pelo governo” estadual e municipal dos demo-tucanos, “praticamente não saiu do papel”.
Serra podia ter citado o que escreveu o jornal O Estado de S. Paulo em 5/2/2010:
“Mais de 75% dos alunos de todas as séries da rede municipal da capital (SP) tiveram desempenho abaixo do satisfatório em matemática, segundo dados da Prova São Paulo 2009, avaliação anual da prefeitura. Em língua portuguesa, os resultados foram melhores, mas em nenhuma série o número de estudantes com conhecimento satisfatório da disciplina chegou a 50%.
Na comparação com os resultados de 2008, a média dos alunos apresentou ligeira melhora em português, mas o desempenho em matemática chegou a piorar nas 4ª, 6ª, 7ª e 8ª séries.
Os estudantes dos anos mais avançados tiveram as piores notas. Na 8ª série, por exemplo, apenas 8,7% alcançaram níveis satisfatórios em matemática e 17% em português.” (OESP, 5/2/2010).
Ou ele poderia contestar o que seu jornal favorito constatou: “Maioria dos alunos que concluem ensino médio em SP têm avaliação ruim em matemática.” (Folha de S.Paulo, 26/2/2010).
Vamos repetir, esses resultados são do governo estadual de São Paulo, após 16 anos de governos tucanos, durante os quais governaram também o Brasil durante oito anos!
O mesmo procedimento e o mesmo método, quando Serra aborda a questão da criminalidade, as drogas e a violência. Passando em silêncio a cruzada de FHC em favor da liberalização da maconha, o candidato tucano afirma:
“Saúde é vida, Segurança também. Por isso, o governo federal deve assumir mais responsabilidades face à gravidade da situação. E não tirar o corpo fora porque a Constituição atribui aos governos estaduais a competência principal nessa área. Tenho visto gente criticar o Estado mínimo, o Estado omisso. Concordo. Por isso mesmo, se tem área em que o Estado não tem o direito de ser mínimo, de se omitir, é a segurança pública.”
Os homicídios aumentam no estado de São Paulo, o latrocínio também e o roubo, o furto e outras modalidades da criminalidade. O estado de São Paulo é mínimo no seus resultados, sendo a segurança de sua inteira responsabilidade e tendo criticado em permanência o trabalho do governo federal para uma política nacional de segurança. Serra poderia ter informado ao menos seus próprios resultados a plateia selecionada para aclamá-lo:
Estatísticas do governo José Serra:
Roubo
2006- 213.476
2007- 217.201
2008- 217.967
2009- 257.004
Latrocínio (roubo-morte)
2006- 26
2007- 218
2008- 267
2009- 304
Além da proposta de mudar o nome da PM e de ter trocado várias vezes de secretário estadual de Segurança, qual foi a contribuição de Serra, fora fazer que volte a subir uma taxa de homicídios que vinha declinando antes dele?
Teve também, no discurso de Serra, proclamações sobre meio ambiente, sobre verde e poluição (todos itens no qual o estado de São Paulo apresenta péssimos resultados).
Teve espaço no discurso, para posar de economista e criticar os juros ou a queda das exportações. Mas foi pouco, porque contrariamente ao que Serra vaticinou em 2008, a crise não provocou tsunami nenhum e o Brasil mostrou que tinha um comando com visão, o presidente Lula. O emprego tampouco ocupou muito espaço, porque daria muito trabalho ao tucano tentar atacar o PT nesse quesito, ou simplesmente porque não tem grande coisa a dizer. Ele mencionou os problemas de infraestrutura, mas en passant como diria Lula, porque de sua biografia tão falada, a sua passagem como ministro de Planejamento de FHC nunca aparece.
Logicamente falou de saúde e quase que insinua que criou o SUS e, de maneira alambicada para os ouvintes não perceberem o engodo, passa a ideia de ter criado os genéricos e se atribui a criação do seguro-desemprego, o que tampouco é verdadeiro.
Conclusão. Mesmo os articulistas afins — é são muitos — dificilmente poderão enxergar no discurso uma “visão estratégica” sobre o país e do caminho que devemos continuar a trilhar para consolidar o enorme trabalho realizado.
O discurso seguiu o roteiro “cantado” de apregoar o continuísmo, sem continuidade. Continuar o que dá certo e corrigir o que está errado e outras banalidades ditadas pelos marketeiros para fugir da falta de discurso da oposição. Falar do nada!
BBB 10, grana obtida com os pés na lama

Globo obtém faturamento recorde, mas se rebaixa ao nível de Ratinho e assemelhados no patético espetáculo proporcionado pela décima versão do Big Brother Brasil
O Big Brother Brasil é mais ou menos como o Congresso Nacional. Você pode optar por levar a vida sem dar a menor bola pra ele, e mesmo assim ele terá forte influência sobre o ar que você respira. Ok, do BBB não saem leis que impactam o nosso dia a dia em tudo.
Mas, em torno dele, destilam-se julgamentos, opiniões, práticas e emoções reveladoras das atitudes de milhões de brasileiros em relação a temas como sexualidade, violência e respeito ao próximo. O BBB e as reações que ele desperta no público ajudam a mostrar o Brasil naquilo que temos de mais essencial – nossos valores morais.
E foi isso o que me assustou no tal BBB 10, essa décima e lamentável versão do Big Brother levada ao ar pela TV Globo. Porque, gente, aquilo é o que o Brasil não pode ser!
Imagina alguém falar assim: “A maneira como ela foi batendo no peito e apontando o dedo para mim era para mim (sic) ter quebrado o dedo dela e dado um monte de porrada e ter deixado ela desmaiada no hospital”. (aqui em vídeo de 36 segundos). O autor da afirmação, o gaúcho Marcelo Dourado, 37 anos, lutador de vale-tudo que carrega no corpo uma suástica tatuada, tornou-se o vencedor da competição, faturando a bolada de R$ 1,5 milhão. Não tem algo de errado nisso?
Dourado considerou normal falar assim de outra participante, lésbica assumida, que nada tinha feito a não ser questionar, de modo respeitoso, mas destemido, o seu comportamento “no jogo”. A defesa aberta do uso da violência apareceu em outro momento em que, sem mais nem menos, o bad boy disparou: “Tô com vontade de quebrar um bar”. Dourado explicou como se faz isso. Juntam-se alguns amigos, pegam-se motos, escolhe-se o alvo, e os marmanjos entram lá para quebrar tudo, por puro divertimento.
Advogado não sou, mas fiquei com a sensação de que é disso que tratam os artigos 286 e 287 do Código Penal. Ou seja,talvez Dourado tenha incorrido em duas condutas criminosas, incitação ao crime e apologia de crime. Nos dois casos, os episódios foram escondidos pela Globo. O primeiro fato difundiu-se pelo You Tube. O segundo, nem isso. A emissora não deveria ter imediatamente retirado do programa o autor da ameaça? E por que proteger quem adotou uma conduta, no mínimo, bastante questionável? Nas edições da Globo, que serviram de base para boa parte do público definir o seu voto, Dourado foi tratado mais ou menos como o Collor contra o Lula em 1989. Collor, que já à época inspirava temores em quem era minimamente informado e educado, aparecia na TV retratado sempre positivamente. O que houve agora? Vontade de manter no programa alguém que dava audiência? Acidente de trabalho?
Não vi também nenhum sinal de bom senso em veículos jornalísticos que “cobriram” o BBB. Na internet ou na mídia impressa, a mídia se concentrou no supérfluo, no acessório ou em manifesta tietagem, bem própria do pior tipo de jornalismo de celebridades. Nas redes sociais, sobretudo no Twitter, o clima foi de guerra aberta. Autointituladas “máfias” pró-Dourado digladiaram-se com grupos LGBT e com alguns sensatos de plantão, em defesa do vencedor da competição. Os sensatos, claro, perderam. Em questão, a óbvia e indiscutível homofobia de Dourado, que a Globo estranhamente também procurou suavizar ou negar.
Última terça-feira, na final do BBB 10, o apresentador Pedro Bial deu o derradeiro dos inúmeros golpes que ele próprio assacou nas últimas semanas contra a sua reputação profissional... meu Deus, Bial, tão bom jornalista que você é, pra que entrar numa dessas, meu camarada?!
... Bial afirmou: “Se Dourado é homofóbico, no BBB ele não foi”. Não? O cara diz que perdeu o apetite ao ouvir a conversa em que outro participante, gay, se refere a uma boate GLS, levanta-se, declarando-se enojado, e joga fora toda a comida do prato, e não é homofóbico? Por mais que tenha tentado disfarçar seus sentimentos contra gays, lésbicas & cia., Dourado deixou claro que considera aberração qualquer comportamento fora do universo da heterossexualidade.
Homofobia é só uma das dimensões da grande aberração que foi o BBB 10. A aberração maior não foi perpetrada nem por Marcelo Dourado nem pelos seus fãs, que brindaram o maior rival do seu ídolo, o dublê de maquiador e drag queen Dicésar, com milhares de ameaças de morte, tão logo este saiu da casa.
Foi o comportamento da Globo a grande aberração do BBB 10. Ela fez de tudo para “a casa” ferver. Juntou pitiboy com drag queen, mais dois homossexuais assumidos e ainda dançarina de boate, modelo masculino tonto, policial ninfomaníaca, editor de site pornográfico, homens sarados, mulheres bonitas, todos tratados por Bial ora como heróis, ora como integrantes de um “zoológico humano”. E Bial falou várias vezes que todo mundo tinha que “se entregar”, “se jogar”. Foi explícito no incentivo ao sexo, hétero ou homossexual, adúltero ou não, transmitido em tempo real.
Para botar fogo na casa, a Globo não se importou em submeter os participantes a humilhações. As “provas” incluíram o uso de algemas, confinamento em um quarto todo branco, longas competições de resistência, inclusive aguentando espuma de detergente de louça sobre os cabelos e os olhos durante horas. Lançaram-se ainda os participantes uns contra os outros. Eles foram, por exemplo, obrigados a apontar "o mais falso" do grupo. Sem falar que a emissora se sentiu no direito de recriar as relações existentes entre os brothers com uma ficção, na qual atribuiu a cada qual o papel que quis, muitas vezes fazendo brincadeiras de péssimo gosto sobre a sexualidade dos participantes.
Comercialmente falando, uma loucura! Somente na final, mais de 154 milhões de votos, comemorados ao vivo por Bial como recorde em todos os Big Brothers realizados no mundo. Sabe lá quanto i$$o não representa pra Globo, que recebe parte da receita das ligações telefônicas. A indústria do detergente lançado sobre os cabelos dos brothers foi uma dos 29 anunciantes do programa. Era um merchan atrás do outro. De carro, moto, cola, empresa de telefonia, refrigerante, óculos, chocolate, protetor solar, biscoito, tempero de cozinha, cosméticos, marca de combustível, construtora... um massacre.
Globo e seus patrocinadores agora festejam, mas acho que deviam pensar melhor no que andam fazendo. O BBB 10 foi uma excrescência, que seguiu a fórmula de Ratinho e os piores exemplares do ramo no que diz respeito à exploração de fraquezas humanas. O exibicionismo, a falsidade, a futilidade e a apologia da violência não podem ser boas parceiras de quem pretende ter lugar no futuro. Será que essas empresas avaliaram direito o conteúdo que estão emprestando às suas marcas ao se associarem a um empreendimento tão vergonhoso, tão afrontoso à dignidade das pessoas? O eventual retorno financeiro positivo no curto prazo compensaria os danos futuros, inevitáveis se evoluirmos – como acredito que evoluiremos – em nosso estado, digamos, civilizatório?
Já podemos, apesar de tudo, estar em evolução, sabiam? Confirmando uma tendência mundial, o Big Brother está em queda livre de audiência no Brasil. Na final da última terça-feira, a audiência média apurada pelo Ibope foi de 40 pontos. No primeiro BBB, foi de 59 pontos.
Que bom. Porque há uma distinção fundamental entre BBB e Congresso. Este é fundamental para a democracia, ainda que ocupado por alguns brothers ainda mais esquisitos que o Dourado. A saída de cena da outra “casa” faria um grande bem à cidadania.
FHC joga o Daniel Dantas para debaixo do tapete
Cuidado, amigo navegante ele não está nem aí
Saiu no Estadão, em múltiplos volumes, uma entrevista do tipo púlpito com o Farol de Alexandria, aquele que iluminava o passado e foi destruído num terremoto.
É no caderno Aliás, sob o título inócuo de “Reflexões de um presidente acidental”.
Ainda bem que ele confessa, aí, que foi acidental, porque sem o Plano Real do Presidente Itamar Franco ele não se elegia prefeito de Higienópolis.
Há um momento na entrevista que provoca superior irritação:
“Mas como é difícil desembarcar no Brasil. Difícil chegar à porta do avião. Se vier do exterior, passar pela aduana é uma coisa dificílima. Não se faz fila direito.”
Que horror, amigo navegante !
Ter que voltar ao Brasil !
Assim, realmente, não dá !
Esses tucanos de São Paulo não conseguem viver sem o passaporte vermelho, sem ter que entrar em fila.
Saiu da Primeira Classe, eles sofrem !
Mas, o que realmente impressiona é a desfaçatez do Farol.
“ … as forças reais de decisão no Brasil estão se constituindo num golpe de poder que une setores do Estado com setores empresariais e os fundos (de pensão). Isso é algo que é preciso discutir.”
“ … transformar o monopólio público em monopólio privado não é progresso, porque precisa haver competição” …
Amigo navegante, ele deve achar que você é um parvo, que só viaja na Econômica.
Quem foi que entregou os fundos de pensão das estatais ao Daniel Dantas ?
Foi o Fujimori ?
Quem foi que rateou o Brasil sesmarias privadas de privadas de telefonia ?
Foi o Menem ?
Amigo navegante, cuidado, ele quer fazer você de bobo.
Paulo Henrique Amorim
Essa calou os americanos!

Pior é lembrar que esse Ministro, foi demitido por telefone
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!
D
urante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
“Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
“Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.”
“Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
“Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
“Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
“Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
“Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
“Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!
Estudantes lançam campanha pelo voto aos 16 anos na Alerj
As entidades estudantis – UBES e UEES-RJ – lançaram no dia 26 a campanha pelo voto aos 16 anos. O ato, que aconteceu no plenário da Alerj, foi presidido pelo coordenador de Juventude da Prefeitura do Rio, Igor Bruno.

Igor Bruno abriu a campanha Se Liga 16
Segundo Igor, “essa campanha é muito importante para conscientizar a juventude do seu papel transformador na sociedade. Os jovens precisam compreender que o voto é um instrumento importante de participação política”.
Para a presidente da União Estadual dos Estudantes Secundaristas (UEES-RJ), Gabriela Venâncio, “a entidade acertou em lançar essa campanha. Existem muitos secundaristas em idade para votar e que ainda não fizeram o título por preguiça ou falta de informação. Através de debates, a UEES vai mostrar que os jovens eleitores são fundamentais para renovação da política e aprovação das nossas reivindicações”.
“A UJS entende que a participação juvenil nas eleições é fundamental para o avanço da democracia no nosso país. Incentivar a participação política e conscientizar a juventude de que votar é antes de qualquer coisa uma atitude cidadã. Esses são os nossos objetivos. Esperamos que este ano muitos jovens retirem o título e que muitos jovens se candidatem”, declarou a presidente da UJS-RJ, Monique Lemos.
As entidades secundaristas levarão a campanha pelas escolas, onde cada estudante poderá utilizar o laboratório de informática para solicitar o título eleitoral pela internet, a grande novidade desta eleição. Basta acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.gov.br) e clicar em Título NET, depois buscar no cartório da cidade.
O lançamento também contou com o apoio da OAB-Jovem do Rio de Janeiro, representado por Rafael Rihan (Kaká), e pela Alerj.
UJS-RJ comemora grande participação na jornada de lutas
Mais de seis mil estudantes foram às ruas do Rio de Janeiro para exigir 50% do fundo do pré-sal para educação, em defesa da meia-passagem universitária e contra as restrições do passe-livre secundarista. O ato foi organizado pela UNE, UEE, UEES-RJ, AMES-Rio e ANPG, entidades com jovens da UJS à frente.
Para Monique Lemos, presidente da União da Juventude Socialista do Rio de Janeiro (UJS-RJ), a manifestação foi uma grande vitória para os jovens da UJS, que tiveram grandes e importantes atividades neste mês de março (Passeata das Mulheres, Passeata pelos Royalties, Jornada de Lutas, Se Liga 16), conseguindo êxito em todas elas. “Essas ações demonstraram uma grande força, coerência e compromisso da UJS-RJ com as transformações do nosso estado e do país”, Monique.Passeata
A meia-passagem para universitários é um Projeto de Lei enviado à Câmara Legislativa do Rio por iniciativa da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) e uma promessa de campanha do atual prefeito, Eduardo Paes. Segundo Flávia Calé, presidente da UEE-RJ, “acreditamos que conquistaremos esse direito, com a mobilização de milhares de estudantes nas ruas!”. Ela comenta estar também em jogo o debate sobre as restrições do passe-livre secundarista e a implementação da “coleira-eletrônica” nas escolas, que tem trazido muitos transtornos para os alunos.
Durante a passeata, no dia 23, os estudantes pararam a Avenida Rio Branco por dois momentos. A primeira vez foi na saída da passeata, que partiu por volta das 12h da Candelária. O segundo ponto foi em frente à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Os estudantes se deitaram em frente à secretaria.
O presidente da UNE, Augusto Chagas, acredita que as pautas nacional e local estiveram bem cadenciadas no ato do Rio de Janeiro: "a passeata conseguiu, de maneira positiva, pautar bandeiras nacionais e locais".
A presidente da UEE-RJ não deixa dúvidas quanto ao compromisso dos estudantes com a bandeira do pré-sal, especialmente neste momento em que tentam retirar do estado do Rio os recursos dos royalties: “estaremos nas ruas para defender a qualidade e o acesso à educação por meio dessas bandeiras, que mexem com nosso dia-a-dia no Rio de Janeiro”.
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Photo Cube Designer da Página >>> Anderson Valentim
